domingo, 11 de maio de 2014

COMO O MARKETING POLÍTICO DECIDE AS ELEIÇÕES

Especialistas defendem que as campanhas eleitorais estão condicionadas às estratégias de marketing político e consideram como ferramenta importante no processo eleitoral.

DANYLA MARTINS

A política tradicional, dos grandes oradores e discursos, já não apresenta a mesma roupagem na política dominada pelas estratégicas do marketing. Das falas longas aos discursos limitados do meio digital. Hoje, a política não se limita apenas ao face a face, mas se estende para o universo on-line, ambiente onde as informações são constantes, efêmeras e passíveis de críticas.

Tal mecanismo – o marketing político – tenta trazer consigo ferramentas capazes de delinear os caminhos dos candidatos construindo bases no processo eleitoral. Em contrapartida, políticos tradicionais apostam na ideologia partidária. As eleições, no formato estratégico, hoje, pretendem atingir o público internauta, para além do contato pessoal.

Em ano eleitoral, além do candidato em si, é pensado toda uma estrutura que envolve as campanhas eleitorais e o marketing e os profissionais da área elaboram planos de comunicação e estratégias com o intuito de alcançar os objetivos das eleições. Dentro deste ambiente, o marketing político pode ser uma estratégia essencial para o político.

Dentro do segmento, o publicitário e especialista em marketing político pela USP Djan Hennemann releva que, para os candidatos, a relevância do planejamento de marketing político é uma estratégia eleitoral. Para o especialista, é importante considerar o trabalho em equipe da campanha que está inserido no processo do marketing político.

Em palestra proferida na Acieg (Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás) sobre marketing político, Djan mencionou com ênfase a parte do planejamento como o ideal para o sucesso em uma campanha política. “Planejamento é o diferencial. Otimizar tempo e recurso”. Contudo, o especialista citou o exemplo do ex-presidente Lula como um dos casos mais importantes de transformação política e de planejamento em que construiu uma história de militância política e alcançou vitória.

Ao afirmar que política não é sorte, o especialista em marketing político pontuou que o planejamento está além das estratégias, mas consiste em visualizar e projetar cenários. Entretanto, Djan ressaltou que o candidato também precisa de informação e conhecer quem é o eleitor.

Conforme explicou o especialista, o político, principalmente o que está decidido pela candidatura, não tem segunda chance de causar a primeira impressão e a imagem lhe projeta tanto para aspectos positivos quanto negativos. Desta forma, o especialista concluiu que parte do marketing político se deve à organização de uma agenda política e rede de relacionamento e ainda acrescentou que o eleitor quer conteúdo, não havendo espaço para o antigo político.

CADA POLÍTICO, UMA ESTRATÉGIA

Leopoldo Veiga Jardim, consultor político, traduz uma vertente on-line como parte integrante do processo eleitoral, cujo alcance de público não pode ser ignorada. Engajamento, envolvimento e relacionamento são pilares, citados pelo consultor político, que fomentam a estratégia política. “Para cada político, uma estratégia, esse é o charme do marketing político”. Leopoldo pontuou que o público é segmentado e, portanto, um trabalho que não tem o intuito de gerar volume, mas para consolidar a imagem para públicos específicos.

Com as várias ferramentas digitais, Leopoldo citou que recurso financeiro, recurso humano e criatividade são essenciais para otimizar uma campanha eleitoral. Conforme explicou o consultor político, não é apenas uma pessoa se candidatando, mas um projeto com demandas diárias. Ao relembrar o cuidado com a imagem do candidato, Leopoldo disse que o discurso de que o eleitor tem memória curta não pode ser considerado, pois há várias formas de o eleitor copilar informações dos políticos.

O consultor político também salienta que o político precisa se comportar como se estivesse em uma conversa informal com o seu eleitor, estabelecer o engajamento e firmar posicionamento. Leopoldo defende que no meio on-line é importante que o candidato fale em primeira pessoa para criar um laço direto com esse público, potencial eleitor.
Por considerar apenas ferramentas, o consultor político considera que o resultado consiste na estratégia utilizada para que haja sucesso nos perfis políticos. De tal forma que o consultor político salienta que o segredo está em gerar vínculos, relacionamentos e para isso um plano estratégico deve ser elaborado. Leopoldo Veiga Jardim explica que várias campanhas majoritárias utilizaram estratégias em suas mídias sociais, no entanto, para obter resultado é fundamental que as pessoas sejam capacitadas e treinadas para criar uma grande rede de relacionamento e de confiança.

MÍDIAS SOCIAIS

Mídias sociais como Facebook, Twitter, Linkedin, Youtube, Slideshare são ferramentas que, segundo o consultor político, com a utilização estratégica podem gerar resultados mensuráveis por meio de inúmeras outras ferramentas que apresentam métricas e gráficos, que, quando bem interpretados, podem ampliar o nível de influência, persuasão, popularidade e, consequentemente, gerar empatia.

Especialista em marketing digital e com experiência em campanhas políticas, a exemplo da campanha de Paulo Garcia (PT) nas últimas eleições, André de Moraes afirma que o marketing não é garantia de vitória numa campanha política, mas a falta dele pode significar a derrota. “Existem inúmeros casos de excelentes campanhas (do ponto de vista do marketing) que não tiveram êxito: vitória”.

No entanto, o especialista também pontua que são incontáveis os casos de excelentes candidatos que perderam por não investirem em comunicação.
André de Moraes, referente ao marketing político digital, diz que as orientações aos políticos são as que garantam o melhor aproveitamento possível no ambiente virtual. “As dicas vão desde melhores horários para publicar conteúdos até leitura de resultados de monitoramento. Também existe o fato de o uso da internet ser relativamente recente em campanhas eleitorais, então é fundamental que existam conversas específicas sobre a dinâmica do ambiente virtual”.


Para o especialista em marketing digital, o político/candidato não tem obrigação de entender profundamente a internet, mas é essencial que exista um profissional que auxilie nesse sentido. Questionado sobre em que aspecto o marketing pode dar errado, André de Moraes exemplica com formatação e leituras errôneas de pesquisas, identidade visual e conceitos que não expressem verdadeiramente a essência do candidato, falta de sincronia e unidade entre ações políticas e comunicação, etc.

“Atualmente, com a internet muito importante, existe também a possibilidade de “viralizações negativas” de uma ou outra mensagem ou conteúdo produzido pela campanha”. Quanto à vitória de um candidato por meio exclusivo do marketing, o especialista diz que não pode afirmar que é impossível eleger um candidato sem marketing, mas é muito pouco provável. “Muito mesmo! O marketing eleitoral é um conjunto de técnicas e estratégias que envolvem pesquisa, planejamento e comunicação com o objetivo de fazer o eleitor entender e se identificar com as propostas e projetos de um candidato. Sem marketing, é muito difícil o entendimento e a identificação acontecerem”.

Fonte: Diário da Manhã

sábado, 23 de junho de 2012

INPEA FEZ PESQUISA ELEITORAL NOVAMENTE EM NOVA CRIXÁS

Rio Araguaia, em Nova Crixás
O INPEA realiza pesquisa eleitoral em Nova Crixás pela segunda vez. Agora nesta nova pesquisa foram abordadas 580 pessoas, com sondagem sobre a intenção de votos nos candidatos Barretinho, Celso de Oliveira, Gleiva, Maroca e Paraíba. 

A alteração mais significante verificada nesta nova rodada de pesquisa, foi a inclusão na disputa do empresário Barretinho, já que a entrada no páreo de Gleiva, esposa do José Maria Gontijo era esperada, visto o impedimento legal do ex-prefeito.
O distrito de Bandeirante também foi visitado, e os Assentamentos de trabalhadores Rurais como Cantoneiras, Mata da Onça e Aroeirinha. 

INPEA FEZ PESQUISA EM ANICUNS

A cidade de Anicuns, a 74 km de Goiânia, foi visitada pela equipe do INPEA para a realização de pesquisa eleitoral no dia 19 de junho, onde os candidatos pesquisados foram Arakem, Celsinho do Zé da Nica, Divino Rafael, Dr. Lourival, Firmino, Gilberto, Júnior Valadão, Manezinho, Milton Moreira e Otaniel.
Foram feitos ainda os levantamentos sobre a intenção de votos para vereador, a rejeição dos pré-candidatos a prefeito, e avaliação da administração municipal e estadual.

MATRINCHÃ FOI PESQUISADA PELO INPEA

Coreto na Praça central de Lua Nova
A intenção de voto do eleitor foi  sondada na pesquisa realizada no município de Matrinchã, a 261 km de Goiânia, pela equipe do INPEA, no dia 15 de junho de 2012, com a abordagem a 340 eleitores, na cidade e também no distrito de Lua Nova.

Os candidatos pesquisados foram Claudia Valéria, Daniel, Jp, Natalino e Marlene, mas a disputa será mesmo entre a pré-candidata, atual prefeita Cláudia Valéria e Daniel que vem com a união de toda a oposição em torno do seu nome. Será uma disputa há muito não vista na cidade, com apenas dois nomes disputando a prefeitura local.

PESQUISA ELEITORAL ARAGUAIA - INPEA EM SÃO SIMÃO

Praça central de São Simão-GO
Em pesquisa realizada na cidade de São Simão, na região sul do Estado de Goiás, a 360 km de Goiânia, os nomes pesquisados foram Dr. Márcio, Ibinho, Adelsso, Wilson Pimenta, Leonora e Ênio da Eletrônica. 

A pesquisa realizada pelo INPEA, no dia 13 de junho mostrou a aprovação dos pré-candidatos, de forma espontânea e estimulada, a rejeição e também possíveis vices para determinado candidato. A avaliação da atual administração municipal e também a do Governo Estadual também foram feitas. Também foi realizada a simulação envolvendo os candidatos Dr. Márcio, Ibinho e Adelsso.

As abordagens aos eleitores foram realizadas nos bairros Centro, Vila Popular, Vila Bela, Aeroporto, Mutirão I e II, Sol Nascente, Jardim Liberdade I e II e Cemig. O distrito de Itaguaçu também recebeu visita da equipe do IGpope. No total foram realizadas 350 entrevistas, o que possibilitou um raio-x da intenção de voto do eleitor de São Simão, com vistas às eleições municipais.

LOCALIZAÇÃO 

São Simão fica a 360 kms de Goiânia. 590 kms de Brasília. 265 kms de Uberlândia. Saindo de Goiânia, siga pela BR-060, GO-164 passando por Santa Helena e Quirinópolis; depois pela BR-483 e BR-364.  Saindo de Brasília, passando por Goiânia e seguindo o mesmo caminho.
Saindo de Uberlândia, siga pela BR-365, BR-452 até Itumbiara, GO-206 até Quirinópolis, depois pela BR-483 e BR-364. 

sábado, 9 de junho de 2012

ITAPURANGA TEM JÚNIOR CAMARGO NA LIDERANÇA

Praça central de Itapuranga
O ex-prefeito Júnior Camargo pode retornar ao cargo pela vontade dos moradores de Itapuranga, conforme mostra a pesquisa realizada pelo INPEA na cidade, dia 06 de junho, com 560 pessoas entrevistadas.

A equipe de pesquisa visitou os bairros Centro, Xixazão, São Sebastião, Alvorada, Conde dos Arcos, Renata, Barrinha, Milton Faria, B. Vista, Marista, Vera Cruz, Joaquim Silva, Mutirão, Fraternidade, Valéria Perilo, e os distritos de Diolândia, Vila São José e Balneário Lajes.
Os nomes apresentados na pesquisa foram Júnior Camargo, Jaber Melo e Daves Soares. A liderança de Júnior Camargo é bastante folgada sobre o segundo colocado, sendo que o atual prefeito, com uma administração que tem reprovação grande pelos moradores, figura em último lugar na disputa. 

PESQUISA INPEA MOSTROU VIRADA EM JUSSARA

Ex-vereadora Tatiana: virada espetacular
em Jussara
Neste período pré-eleitoral em que as movimentações nos municípios são feitas visando o planejamento e viabilização das candidaturas, a cidade de Jussara foi até agora, a que mostrou a mais espetacular virada eleitoral com inversão importante nas primeiras posições dos pré-candidatos. 

Claro que o grande escândalo de corrupção envolvendo o alto escalão do atual prefeito, eleito com o apoio de um dos pré-candidatos, o ex-prefeito e deputado Doutor Joaquim, pode ser o motivo desta mudança no quadro sucessório, mas pesquisas anteriores ao escândalo já mostravam uma ascendência da pré-candidata Tatiana, que agora lidera.

A pesquisa foi realizada no dia 28 de maio pelo INPEA, com entrevistas a 500 moradores de bairros como Centro, Alto Paraiso, Primavera, Mutirão, Goiás, Itaiara, Marajoara, Petrópolis, Planalto, Canaã, Morada Nova, Santana, guanabara, Mansões do Bosque, Nortista, Araxá, Alto da Boa Vista e Nova Jussara.

SANTO ANTONIO DO DESCOBERTO FOI PESQUISADA PELO INPEA

A região do entorno de Brasília, na cidade de Santo Antonio do Descoberto, foi realizada mais uma pesquisa eleitoral pelo INPEA, nos dias 11 e 12 de maio de 2012, com entrevista a 440 moradores. 

Os bairros visitados foram Centro, Bittencourt, Beatriz 1 e 2, Park 11 e 12, Jardim Alá, São Luiz 1 e 2, Beira-rio 1 e 2, Paraíso 2 e 3 e Montes Claros.

Os nomes apresentados na pesquisa foram Itamar, Valter da Guarda Mirim, Batata, Ben Neto, Pezão, Antonio Elias, Davi Leite Dr. George, Raimundo do Açougue e Luiz Filho. Na pesquisa estimulada apareceram nomes como o do Padre Getúlio. A atual administração da cidade amarga altos índices de rejeição junto aos moradores.

INPEA MOSTRA REIS NA FRENTE EM PLANALTINA DE GOIÁS

Reis (de azul), recebe carinho do morador de Planaltina de
Goiás
Planaltina de Goiás, na região do entorno de Brasília, recebeu a equipe do INPEA nos dias 10 e 11 de Maio para a realização de pesquisa eleitoral, com consulta aos moradores sobre a intenção de votos em torno dos nomes apresentados: Reis, Zé Neto, Vilmar Popular, Antonio Xepa, Ney Moreira e Eva Márcia. Foram realizadas 480 entrevistas a moradores dos bairros Central, Sul Norte, Leste, Oeste, Brasilinha, Barrolândia, Itapuã I e II, Paquetá, e, o distrito de São Gabriel.

Os números mostram a liderança isolada do empresário, do ramo de materiais de construção,  Reis, numa disputa que poderá lhe dar uma grande vitória. Reis foi o candidato a deputado mais votado no município na última eleição e, de acordo com a enquete, a sua liderança tem aumentado mais ainda, com uma folgada posição em primeiro lugar na corrida pela prefeitura. A rejeição de Zé Neto atinge níveis assustadores, o que torna quase impossível uma reversão no resultado revelado pela amostragem colhida.

INPEA FEZ PESQUISA EM ALTO PARAÍSO

Alto Paraíso
O INPEA realizou pesquisa na cidade de Alto Paraíso no dia 09 de maio, com consulta a 200 eleitores, medindo a intenção de votos para prefeito, com uma lista grande de pré-candidatos a prefeito: Álan, Witter, Edimar, Juscelino, Neuzair, Dáda e Eterno. 

Pelos números apurados, essa lista deverá sofrer grande redução, já que o páreo está mesmo para ser disputado entre Álan, Witter e Edimar, que são os únicos a alcançarem números expressivos. Witter sai na frente num confronto direto entre ele e Álan, já que a enquete mostra uma tendência do eleitorado dos demais pretendentes em direção a Witter. Segurança figura entre os ítens mais desejados pelos moradores de Alto Paraíso.

INPEA VAI A DIVINÓPOLIS

Prefeitura de Divinópolis
O município de Divinópolis, na região do extremo nordeste goiano, foi pesquisado pela equipe do INPEA - PESQUISA ARAGUAIA, com amostragem colhidas tanto na cidade como também no distrito de Vazante, onde o acesso se dá com bastante dificuldade, numa estrada sem pavimentação, cheia de buracos, erosões e muita poeira. 

O INPEA não mede dificuldades, nem distância, mostrando que tem cruzado todas as fronteiras dos municípios goianos.

Foram pesquisados os bairros Anhanguera, Guanabara, Canaã, Alvorada, Serra Azul, Centro, e o distrito de Vazante. Os pré-candidatos apresentados foram o ex-prefeito Filoneto, o atual prefeito Moacir, Zé de Madinha. Mas o resultado mostra que a disputa fica mesmo entre Filoneto e Moacir, com grande vantagem para o ex-prefeito, sobre o atual que tem bastante rejeição junto ao eleitorado. 

CAVALCANTE FOI PESQUISADA PELO INPEA - PESQUISAS ARAGUAIA

JOÃO NETO LIDERA EM CAVALCANTE
A cidade de Cavalcante, na região da Chapada dos Veadeiros, nordeste goiano, foi pesquisada pelo INPEA - PESQUISA ARAGUAIA no dia 08 de maio de 2012, para ter a intenção de votos dos eleitores monitorada, tudo com vistas à eleição municipal que está se aproximando. 

Os candidatos pesquisados foram João Neto, Quim, Genezí e Alfredo, sendo que a opção de candidato a vice-prefeito também foi sondada.

A pesquisa tem a finalidade de planejamento estratégico, mas numa rápida enquete realizada mostrou a liderança de João Neto sobre os demais pré-candidatos, com boa vantagem sobre o segundo colocado, o Quim, que também é o mais rejeitado de acordo com informações levantadas junto aos eleitores. A atual administração é reprovada pelos moradores, segundo a enquete, com altos percentuais negativos.

A população espera que o próximo prefeito da cidade dê atenção especial à saúde, asfalto, estradas rurais, infraestrutura, limpeza, geração de emprego e educação.

sábado, 28 de abril de 2012

NOVO BRASIL E BURITI DE GOIAS SÃO PESQUISADOS

Novo Brasil  e Buriti de Goiás, na região do Vale do Araguaia, no oeste goiano foram  pesquisados por duas  equipes do INPEA no dia 21 de abril de 2012 simultaneamente. Foram consultados os eleitores das duas cidades sobre a intenção de votos para prefeito e vereador. Outros perguntas também foram feitas aos eleitores de Novo Brasil como a avaliação da atual administração do município e também a administração do Governo de Goiás. 

O trabalho do deputado estadual, Doutor Joaquim, que é irmão do prefeito Fabiano, também foi avaliado.

A cidade de Buriti de Goiás é pesquisado pelo INPEA pela segunda vez. Os resultado não serão divulgados por não terem essa finalidade.

PORANGATU FOI PESQUISADA PELO INPEA

A equipe do INPEA retorna ao município de Porangatu na região norte de Goiás para mais uma pesquisa eleitoral no dia 17 de abril de 2012. Essa segunda pesquisa serve para a construção de gráfico que mostrará a evolução do quadro eleitoral no município. Foram ouvidas 435 pessoas nos bairros Bela vista, Leste, Alto da Glória, Jd. Brasília, Centro, Sta. Luzia, Cavalcante, Piedade, Record, Sol Nascente, Aeroporto, São Francisco e Grupiara.

Os pré-candidatos pesquisados foram: 
Eronildo
Gláucia
Odair Amorim
José Wilton
Paulo da Casa do Criador
Antonio Anselmo
Márcio da aciap
Waldemar
O resultado da pesquisa não será divulgado já que não tem esta finalidade.

MONTIVIDIU RECEBEU EQUIPE DO IPEA PARA PESQUISA

Prefeitura de Montividiu
A cidade de Montividiu recebeu a equipe do IPEA que realizou pesquisa eleitoral na sexta-feira 13 de abril de 2012. Os bairros visitados foram: Centro, Mutirão, Santa Luzia, Beira Rio, Tiúba, Morada da Colina, Morada Feliz, Vera Cruz.

Foi pesquisado a intenção de votos para os pré-candidatos: Suely, Débora e Armando. A rejeição dos pré-candidatos e intenção de votos para vereador também foram pesquisados. 

Não serão divulgados os resultados pelo fato da pesquisa ter a finalidade apenas para conhecimento interno de interesse do contratante.

IPEA PESQUISOU ACREÚNA

Prefeitura de Acreúna
A equipe do IPEA - PESQUISAS ARAGUAIA realizou pesquisa eleitoral na cidade de Acreúna-GO no dia 12 de Abril, com a finalidade de observar a intenção de votos para prefeito e vereador. 

Foram ouvidas 400 pessoas, sendo que destas 40 no distrito de Arantina, as demais entrevistas realizadas proporcionalmente nos bairros Leide das Neves, Nova Acreúna, São Lourenço, Serra Dourada, Loteamento Acreúna, Sudoeste, Paineiras, Canadá, Sul, Tálita, Centro, Novo Horizonte, Sol Nascente, Canaã e Vila Rica.

Os candidatos pesquisados foram: Rogério Sandim, Wander, João do Pedrinho, Genário,Valéria, Cabim, Edinho da Arantina, Ronaldo Serra e Mané do Buteco.
O resultado não será divulgado já que tem a finalidade apenas para planejamento estratégico conforme interesse dos contratantes.

Joviânia e Maurilândia são pesquisados pelo IGpope

Joviânia foi pesquisada para levantamento da intenção de votos para prefeito e vereador no dia 10 de abril de 2012. A equipe do IGpope levantou também a rejeição dos pré-candidatos e também a avaliação da atual administração.
O município de Maurilândia foi visitado também pela equipe do IGpope para a realização de pesquisa de intenção de votos, mas,  no dia 11 de abril de 2012, com 310 pessoas entrevistadas. Os candidatos pesquisados foram os seguintes: Flavinho, Flávio Neto do Honor, Preto do Muro, Raimundo Marinheiro e Vanderval.
A intenção de votos e a rejeição dos pré-candidatos foram levantados, e também para vereador. A intenção de votos foi conhecida, de forma espontânea e estimulada, de acordo com o sexo, grau de intrição, bairro e a idade dos entrevistados.
Essa pesquisa realizada em Maurilândia não terá o resultado divulgado já que será utilizada para planejamento estratégico de interesse dos contratantes.

IGpope realiza pesquisa em Jaupaci-GO.

A equipe do IGpope realizou pesquisa na cidade de Jaupaci, na região oeste do estado de Goiás, no dia 29 de março de 2012, com a finalidade de medir a intenção de votos para prefeito e vereador, e ainda a rejeição dos pré-candidatos. Outro quesito importante apresentado para o entrevistado foi a maior necessidade do município. Entre os pré-candidatos pesquisados, o ex-prefeito Absalon/PMDB, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Laerte da Madereira/PT, o Santos do Açougue e também o empresário Divino da Garimpeira. 
A pesquisa realizada em Jaupaci é para planejamento estratégico de campanha e não será divulgada.

quarta-feira, 21 de março de 2012

PESQUISAS ELEITORAIS - Uma ferramenta valiosa

Com o avanço tecnológico vivido na era digital onde o tempo e a precisão são essenciais, outro viés indispensável na modernidade é sem dúvida nenhuma o planejamento estratégico. São pontas de uma mesma amarração que se aplica em diversas ou todas as áreas de relação humana, no mercado de consumo e de serviços, e no social.
O tempo e a precisão se engatam na ponta da estratégia e planejamento de forma vital para o sucesso também no meio político, mais precisamente nos embates eleitorais, depois também na gestão proposta.
Não ha como planejar estratégias sem conhecimento do terreno a ser trilhado, sem pesquisar todas, ou quase todas as possibilidades para o alcance dos objetivos propostos.
O momento vivido agora no Brasil é muito oportuno para o exercício de práticas estratégicas e de planejamento. As campanhas eleitorais podem e devem ser planejadas, como forma de direcionamento melhor dos recursos e economia, já que com informações seguras, se evita gastar quando não deve, ou, gastar mais onde o retorno possa ser garantido.
Antigamente construíam projetos políticos com candidaturas nascidas no sentimento popular, na base do eu acho que agora dá. Às vezes deu, mas nem sempre e então as decepções foram catastróficas, muitos candidatos de forma enganosa fizeram uso de quantias vultosas herdando, além da triste derrota nas urnas, grande prejuízo, alguns até indo à falência financeira.
Agora, com os recursos tecnológicos disponíveis, isso não acontece mais, se evita muitos dissabores e constrangimentos. A maior ferramenta para esse planejamento é a pesquisa.
Esse instrumento possibilita uma margem de precisão muito grande em relação à medição da aceitação popular de determinado candidato. É possível ir para uma eleição certo da vitória ou sabendo das dificuldades. Essa segurança possibilita planejar as ações, os passos e os recursos de forma satisfatória. A pesquisa eleitoral pode mostrar ao candidato que ele está em condição de vencer, ou que a coisa está ruim, que se entrar a possibilidade de derrota é grande, e então, se entrar o faz sabendo das dificuldades, pelo menos sai menos decepcionado no final, e economiza algum recurso já que pode conter gastos a partir daquele estágio.
O candidato esperto, no bom sentido da palavra, não entra para uma eleição sem uma boa equipe de pesquisa fazendo o assessoramento. Primeiro as pesquisas, depois o planejamento e assim por diante, mas a pesquisa em primeiro lugar. Os valores gastos  com essa equipe de pesquisa são mínimos diante das grandes somas economizadas.  

Mossâmedes e Buriti de Goiás são pesquisadas e atual gestão é avaliada.

Praça da cidade de Mossâmedes
As cidades de Mossâmedes e Buriti de Goiás foram pesquisadas no dia quinze de março para avaliação tanto da atual gestão pública, onde duas mulheres estão à frente do Executivo, mas também foi feita a consulta junto ao eleitorado quanto à intenção de votos. O distrito de Campo das Perdizes, no município de Buriti de Goiás também foi pesquisado.
Praça na cidade de Buriti de Goiás
As duas gestões avaliadas apresentaram resultados antagônicos, uma com boa aprovação e a outra com relativa reprovação, o que mostra numa mesma região, mulheres com capacidades pelo menos diferentes nas prefeituras.
Não são pesquisas com destinação pública e por isso não são publicadas, são para mero consumo e interesse dos contratantes.

IGPOPE realiza pesquisa na Cidade de Goiás

A Cidade de Goiás, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, recebeu a equipe do IGpope no dia 14 de março e foi realizada a coleta de opinião da população quanto à intenção de voto para as eleições municipais deste ano. Os pré-candidatos pesquisados foram, em ordem alfabética: Celma, Chico Curado, Dr. José Carlos Curado, Eurico Veiga, Gustavo Isaac, Joaquim da Farmácia, Márcio Caiado, Péricles Fleury e Rogério Azeredo. 
A equipe do IGpope enfrentou um grande desafio para obter homogeneidade na coleta das entrevistas devido aos becos e ruas sem traçado ou direção definidos, na região conhecida como centro histórico, mas no final o resultado quando a esta condição foi avaliado e considerado satisfatório, apenas provocando uma demanda maior de tempo para a realização dos trabalhos.
A pesquisa foi realizada, mas o resultado não será utilizado para divulgação, apenas para interesse próprio do contratante.

São realizadas pesquisas na região norte de Goiás

Porangatu foi pesquisada

Equipe do IGpope esteve a campo nos dias 29 de fevereiro, 2 3, 4 e 5 de março, nos municípios de Padre Bernardo, Porangatu, Mundo Novo e Nova Crixás coletando dados através de entrevistas com pesquisa de opinião pública quanto à sucessão municipal nas eleições deste ano. No caso de Padre Bernardo, além da sede do município, foram pesquisados ainda os distritos de Taboquinha, Tajanápolis e Monte Alto.
A equipe composta de quatro coletores de dados foi acompanhada ainda de um supervisor e coordenador. Cerca de 30% das entrevistas são acompanhadas in´loco durante a visitação do entrevistador pelo supervisor o que garante a fidelidade das informações colhidas junto ao eleitorado.
Feirante trabalhando na feira livre da cidade de Mundo Novo
Os resultados das pesquisas são para conhecimento apenas dos contratantes e não tem finalidade pública. Esse tipo de pesquisa é utilizado para planejamento estratégico dos procedimentos que poderão culminar com a efetivação da candidatura que deverá representar o projeto político a ser apresentado na campanha eleitoral. É fundamental que essa modalidade de pesquisa seja utilizada como forma de conhecer a realidade da opinião do eleitor, quanto à intenção de voto, necessidade da cidade e avaliação das administrações atuais. A rejeição de pretensos candidatos também é medida.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Igpope realiza pesquisas no Vale do Araguaia, região oeste do Estado de Goiás

Nos dias 8, 9 e 14 de fevereiro equipes do Igpope esteve a campo coletando dados para formatação de pesquisa eleitoral nas cidades de Jussara, Britânia e Aragarças, na região oeste do Estado de Goiás.
Aragarças
As equipes compostas por quatro coletores de dados, devidamente treinados e experimentados foram acompanhados por um coordenador e supervisor de campo. Foram abordadas 374, 251 e 400 pessoas em Jussara, Britânia e Aragarças respectivamente, na própria residência e também em trânsito nas ruas, observado a proporção de acordo com o número de habitantes de cada município. Foram entrevistadas pessoas de ambos os sexos, e anotadas informações como sexo, grau de escolaridade, renda familiar, bairro de residência, tudo proporcionalmente aos estudos prévios realizados para a execução da pesquisa.
A intenção de votos de forma espontânea, onde a informação é dada de forma livre pelo eleitor, a estimulada, onde é apresentada a lista de pré-candidatos para escolha do eleitor, foram as principais modalidades pesquisadas, e também a rejeição dos candidatos a prefeito. A intenção de votos para vereador também foi levantada, bem como a maior prioridade para o município.
Trata-se de pesquisas realizadas para serem utilizadas como referência para planejamento de campanha e viabilização de estratégias de marketing e candidaturas. Não são pesquisas próprias para divulgação.
Esse tipo de pesquisa é importante e vital, tanto para a viabilização do projeto político pretendido, como também para economia de recursos financeiros já que possibilita a previsão e direcionamento de gastos de forma mais objetiva e segura.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Supremo valida Lei da Ficha Limpa para eleições deste ano

Ministro Ayres Britto deu o sexto voto favorável à constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou hoje a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições municipais deste ano. A decisão torna inelegíveis por oito anos políticos cassados, que renunciaram ao mandato para fugir de processo de cassação e os condenados criminalmente por órgão colegiado, independente de o caso ter sido ou não julgado em última instância.
A Lei da Ficha Limpa prevê que não pode disputar cargo eletivo o candidato condenado em decisão colegiada por crimes contra a administração pública, o sistema financeiro, ilícitos eleitorais, de abuso de autoridade, prática de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tortura, racismo, trabalho escravo ou formação de quadrilha.


Com a posição majoritária da corte, quem for condenado por órgãos colegiados fica sujeito a ter o registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral. Ou seja, não é preciso o caso ter transitado em julgado (decisão final, sem possibilidade de recurso) para que o registro de candidatura seja negado. Votaram desta maneira o relator Luiz Fux, e os ministros Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Vida pregressa
Para Marco Aurélio, a lei não é inconstitucional. Ele acredita que ela está conforme o parágrafo nono do artigo 14 da Constituição, que prevê a necessidade de levar em consideração a vida pregressa do candidato. Ao citar alguns dos crimes, como contra a administração pública e o patrimônio público e abuso de autoridade, ele disse que “nós só devemos declarar a inconstitucionalidade ante conflito total com o texto da Carta da República”.
A possibilidade de barrar quem tem condenação por órgão colegiado é uma das principais novidades apresentadas pela ficha limpa. Discordaram dela, defendendo o princípio da presunção de inocência, os ministros José Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente da corte, Cezar Peluso. “A missão desta corte é aplicar a Constituição mesmo que com uma posição contrária da maioria”, afirmou Mendes. Para ele, o fato de a ficha limpa ter apoio popular não significa que ela seja legítima.

Retroatividade
Marco Aurélio, no entanto, votou contra a retroatividade da lei. Para ele, somente as condenações e renúncias ocorridas a partir da sanção da lei, em junho de 2010, que deveriam gerar inelegibilidade. Ao votar, o ministro até fez uma brincadeira dizendo que os políticos com problemas na Justiça precisariam ser videntes para prever a edição das novas regras de inelegibilidade.

Junto com Marco Aurélio, posicionaram-se contra a retroavidade da ficha limpa os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluso. Toffoli, que tinha se posicionado pelo princípio de presunção de inocência, entendeu que os requisitos devem ser aferidos no momento da inscrição da candidatura. Por isso, na visão dele, não existe retrotividade na lei.
As duas principais dúvidas sobre a ficha limpa, com os resultados desta tarde, foram tiradas. Para o Supremo, a lei não retroage e a condenação por órgãos colegiados não fere a Constituição. Ou seja, um candidato condenado antes de junho de 2010 por decisão que ainda cabe recurso está sujeito à inelegibilidade.

Ações
Os ministros julgam em conjunto três ações. Duas pedem a declaração de constitucionalidade da ficha limpa e a outra a inconstitucionalidade de um trecho da lei. O PPS e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entraram com Ações Declaratórias deCconstitucionalidade (ADC) no ano passado. As entidades querem que o Supremo decida se a ficha limpa está de acordo com a Constituição Federal ou não. O partido e a entidade são favoráveis à aplicação da lei, mas querem uma garantia definitiva de que ela será respeitada.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi apresentada pela Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL). A entidade questiona dispositivo da chamada Lei da Ficha Limpa que declara inelegível quem for excluído do exercício da profissão por decisão de conselho profissional.
Por um critério de desempate, os ministros decidiram no início do ano que as novas regras de inelegibilidade haviam sido válidas para as eleições de 2010. Depois, com o quorum completo após a posse de Luiz Fux, o entendimento da corte foi modificado. A tese vencedora foi de que as novas regras de inelegibilidade devem respeitar o princípio da anualidade previsto no artigo 16 da Constituição Federal. A Carta Magna prevê que leis que alterem o processo eleitoral só passam a valer a partir de um ano após a sua publicação.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Pesquisas Eleitorais - Eleições de 2012

As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às Eleições 2012 ou aos candidatos devem registrar cada pesquisa na Justiça Eleitoral a partir do dia 1º de janeiro e até cinco dias antes da divulgação de cada resultado.
Essa exigência foi estabelecida pelo art. 33 da Lei nº 9.504/1997 e pormenorizada na Resolução – TSE nº 23.364/2011.
Para o registro de pesquisa, é obrigatória a utilização do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), disponível nos sítios dos Tribunais Eleitorais, sítios nos quais também pode ser acessado o manual pertinente ao sistema.
O registro de pesquisa será realizado apenas via internet, pelas entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às Eleições 2012.
O registro de pesquisa poderá ser realizado a qualquer tempo, independentemente do horário de funcionamento do Cartório Eleitoral.
Na hipótese de a pesquisa abranger mais de um Município, o sistema gerará registros individualizados por Município e será criado um protocolo para cada localidade.
As informações e os dados registrados no sistema de pesquisa ficarão à disposição de qualquer interessado, pelo prazo de 30 dias, nos sítios dos Tribunais Eleitorais.

sábado, 10 de setembro de 2011

Último mês para definir a filiação partidária dos candidatos de 2012

Setembro é considerado estratégico para a definição dos partidos sobre com quais representantes irão participar das eleições municipais de 2012.  Isso devido ao calendário eleitoral definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina que os candidatos devem estar filiados a um ano antes das eleições. Portanto, quer quiser se candidatar deve ter sua situação partidária definida até dia 7 de outubro. Esse prazo está movimentando os partidos em busca de filiados para a disputa eleitoral do próximo ano. Recomenda-se que o pretenso candidato não deixe para última hora para providenciar a sua filiação, pelo fato de existir um procedimento, interno nos partidos e também junto ao cartório eleitoral, que demanda alguns dias para a sua concretização. O Ideal é que tudo seja feito até o final de setembro. A definição das chapas que participarão das eleições será em junho de 2012, quando os partidos devem realizar suas convenções. É nesse momento também que se definem as coligações das legendas

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PESQUISAS ELEITORAIS NO CONTEXTO DE UMA CANDIDATURA

Um projeto político com vistas à eleição para qualquer cargo eleitoral, público ou privado, necessariamente passa por alguns requisitos básicos ou mínimos, na sua condução até o êxito pretendido. Esses requisitos mínimos seriam:

a)    – Liderança impulsora do projeto
b)    – Estrutura partidária para sustentação
c)     – Planejamento estratégico
d)    – Execução/campanha eleitoral.

a) – LIDERANÇA IMPULSORA DO PROJETO POLÍTICO

Com a proximidade do ano de 2012, ano de eleição municipal, o foco se volta então para estas eleições. Portanto, para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores. São estes os cargos que serão disputados e para tanto, necessário se faz que nas comunidades, pequenas, médias ou grandes cidades, os líderes se apresentem como potenciais candidatos aos cargos pretendidos. Identificadas as lideranças, destaca-se aí o candidato ao cargo majoritário e aos demais. O grande desafio será identificar e tornar esse líder, o candidato que envergue um projeto sustentável e possível de vitória no pleito que se avizinha.
A liderança capaz de impulsionar uma candidatura vitoriosa, já identificada e disposta à disputa, deve então analisar intimamente, pessoalmente e no seio familiar a incorporação do projeto político. É preciso alavancar um projeto todo minucioso, dinâmico e planejado que viabilize o sucesso da candidatura.
A liderança impulsora do projeto político é o candidato. É esta liderança que vai inspirar a atração do objetivo principal: o voto popular!  
Traçar um perfil desta liderança nem é necessário, visto que, para de fato ser vencedora, precisa trazer, entre todos os adjetivos, a principal qualidade: ser nata. As candidaturas vindas naturalmente do anseio popular são as mais fáceis de conduzir.

CANDIDATURAS NATAS OU NATURAIS

Aqueles líderes apontados naturalmente pela opinião popular são candidatos potenciais. Necessariamente que não precisam estar no topo das pesquisas, mas que podem ser trabalhadas, vistos que estão na lembrança da população e são citadas nas conversas políticas. Candidaturas natas são aquelas legitimadas pela preferência popular. O líder político que se apresenta para o embate eleitoral, certamente que já se qualifica neste contexto, por isso naturalmente vislumbra a possibilidade de encarnar a candidatura seja a prefeito, vice-prefeito ou a vereador e precisa agora impulsionar este projeto que será coroado de pleno êxito.

CANDIDATURAS REVELADAS

São pessoas que exercem liderança no meio em que convive, seja círculo familiar, na comunidade, ambiente de trabalho, ou segmentos, como estudantil, comunitário, classista, religioso, etc. Essas pessoas, com a proximidade das eleições, despertam interesse pela disputa se tornando grandes revelações e surpresas nos pleitos eleitorais.

b) – ESTRUTURA PARTIDÁRIA PARA SUSTENTAÇÃO DO PROJETO ELEITORAL.

Toda candidatura necessita de uma estrutura partidária para a sua sustentação, obviamente porque são os partidos que lançam as candidaturas. É através dos partidos que se registra uma candidatura e se faz uma campanha eleitoral. Então primeiro, o candidato precisa ter o apoio partidário, depois uma estrutura mínima para a campanha. Mas, a relação partido/projeto político, na prática, inicia-se em setembro, quando se articula as filiações no prazo final estabelecido pelo calendário eleitoral: um ano antes do pleito.  Depois os partidos virão a atuar mais de perto no período pré-convencional, lá para abril e maio, já que as convenções são previstas para junho e a campanha eleitoral liberada  para julho, agosto e setembro. Fora isso, os se perdem em meio a uma estrutura mínima e se transformam uma espécie de departamento englobado no bojo de todo o processo eleitoral. Mas são os partidos que respondem juridicamente e legalmente pala campanha eleitoral e às vezes pelas candidaturas.
Uma estrutura mínima precisa começar a ser formatada e é composta de: partido, grupo de apoiadores, equipe de trabalho e assessoria.

c) – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

O principal ponto de apoio para uma candidatura é o seu planejamento estratégico. O planejamento começa antes mesmo da decisão pela candidatura. Primeiro é preciso analisar o potencial da candidatura, a sua viabilização, aglutinação e sustentabilidade. Feito isso e tomada a decisão, aí então virão os passos seguintes, entre eles, a pesquisa qualitativa, proposta eleitoral e campanha eleitoral. A pesquisa qualitativa possibilitará a apresentação de uma proposta eleitoral consistente que fará eficiente a campanha eleitoral para que vença as eleições. Trata-se de uma equação, simples e certeira. É só executá-la, com determinação e eficiência.


PESQUISA QUALITATIVA

A Pesquisa Eleitoral Qualitativa procura descobrir o que vai ao encontro dos interesses do eleitor, identificando as suas necessidades, seus desejos e seus valores. Com isso, o candidato pode desenvolver estratégias com uma margem de erro muito menor.

Numa campanha eleitoral, devem ser pesquisados o tamanho do eleitorado e a sua segmentação, o que qualifica o eleitor, o potencial deste mercado com base em padrões históricos de voto, a opinião dos eleitores em torno de assuntos importantes e sobre posições assumidas.

O resultado da pesquisa pode determinar o próprio conteúdo da mensagem do candidato, bem como formas seguras de direcionamento da campanha.

A pesquisa qualitativa é para consumo interno e de caráter sigiloso, não é divulgada e serve para o planejamento das ações do candidato e da coordenação da campanha. Uma pesquisa qualitativa eficiente precisa ser realizada, se possível, logo no inicio do calendário eleitoral, um ano antes das eleições, mensalmente e depois, já na campanha eleitoral, em períodos cada vez menores, chegado mesmo a ser realizada diariamente, conforme a necessidade e o calor da campanha. A pesquisa qualitativa não necessita de registro nem qualquer oficialização e se desenvolve segundo o interesse do planejamento em execução.

Alguns recursos financeiros gastos nas pesquisas qualitativas são banais face à economia conseguida no direcionamento eficiente dos gastos em geral da campanha. Este tipo de pesquisa sonda o andamento da campanha mostrando setores onde há necessidade ou não de despesas e gastos, bem como de economias. Na atualidade, onde recursos tecnológicos e de comunicação são as grandes ferramentas profissionais, torna-se inadmissível a execução de uma campanha às cegas.

OS OLHOS DO CANDIDATO

O candidato precisa se municiar de informações diversas sobre o terreno onde pisar de forma a evitar algum tropeço. Essas informações chegam de diversas formas, tanto ao candidato como aos adversários, através de conhecimento próprio, relatos de assessores e companheiros, imprensa etc. Muitas vezes essas informações chegam distorcidas pelo desejo de agrado ou temor ao desânimo. Mas chegam de forma real e verdadeira, através de uma sondagem de origem idônea, colhidas no sigilo e confiança da imparcialidade de uma pesquisa qualitativa e investigativa. O entrevistado não sabe a origem da pesquisa, muitas vezes sequer conhece o objetivo da mesma, portanto é induzido a falar realmente o seu sentimento e conhecimento, ser transparente nas respostas e dessa forma mostrar o seu desejo verdadeiro. Esse desejo verdadeiro será encorpado às propostas do candidato, o que, naturalmente, atrairá o seu manifesto através do voto.

É desnecessário observar que, algum candidato, às escuras sem nenhuma pesquisa confiável para assessoramento nas informações, às vezes se surpreende com o crescimento do adversário sobre suas bases eleitorais, descobrindo tardiamente que o mesmo usa de pesquisas qualitativas eficientes no planejamento da campanha.

As pesquisas eleitorais qualitativas são os olhos do candidato e o guia na condução da campanha. São elas que mostram detalhes que fogem do alcance dos olhos e possibilitam o avanço por caminhos desconhecidos, de forma segura e eficiente.

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA

Existe uma grande diferença entre pesquisa qualitativa e pesquisa de opinião pública. Se a primeira são os olhos do candidato, a segunda é a vitrine do mesmo.
A pesquisa de opinião pública é usada, muitas vezes, para manipular, induzir, confundir o eleitorado. Nenhum candidato que encomende uma pesquisa, estando mal situado, faz a divulgação do resultado. Se o fizesse, seria caixão mesmo, estaria sepultada a sua candidatura. Algum candidato divulga pesquisas com a intenção de alavancar a candidatura, mas mostrando sempre números bons para si. Outros divulgam pesquisas com o adversário potencial em pior situação, a fim de sabotar a candidatura. Em fim, são inúmeros os casos de erros gritantes por parte de institutos de renome por estes e outros motivos, todos em defesa de interesses dos contratantes. Aproveitam-se do eleitor que exercita o voto útil. São meras estratégias eleitorais, ilegais ou não, mas que sempre são praticadas.
Lógico que veículos de comunicação ou entidades representativas privadas, fazem a encomenda e divulgação de pesquisas sérias e verdadeiras.
Essas pesquisas eleitorais de opinião pública devem ter registros para serem divulgadas, e só são aconselháveis para casos em que realmente a candidatura esteja na liderança durante a campanha eleitoral. Já a pesquisa qualitativa, deve ser feita em qualquer situação, tanto na liderança ou não, já que serve para planejamento de uma candidatura em queda, crescimento e principalmente, manutenção de uma posição confortável na dianteira.

PROPOSTA ELEITORAL – PLANO DE GOVERNO

Já ficou entendido que a pesquisa qualitativa irá possibilitar a formatação de um Plano de Governo bem próximo da realidade vivida pelo eleitor, e, portanto, segundo o seu anseio. Esse plano de governo será apresentado ao eleitorado durante a campanha durante todas as formas de comunicação: escrita e falada. Os comícios, reuniões, entrevistas, som volante, horário de rádio, cabos eleitorais, panfletos, enfim, todos os meios disponíveis, conterão tópicos das propostas e idéias defendidas no Plano de Governo. É preciso existir um laço íntimo de ligação entre o eleitorado e esse plano. Essa cumplicidade entre ambos, mesmo que inconsciente, será elo primordial na corrente que amarrará a vitória final na eleição do candidato.
O conhecimento que o candidato e sua assessoria exercem sobre a realidade do eleitorado e da cidade, complementado por informações coletadas através da pesquisa qualitativa, e também através de reuniões comunitárias, é que possibilitará essa interação entre a proposta e o seu sufrágio pelo voto popular.
Claro que um Plano de Governo nunca fecha, ele está em discussão na campanha eleitoral. É durante a campanha que o candidato tem maior contato com a população e ouve o anseio popular. Na campanha o candidato fala suas idéias e ouve opinião, sugestões etc. Daí a importância de conhecer previamente, através de pesquisas, os pontos mais importantes do desejo do eleitor, e falar, digamos assim, a mesma língua do eleitor visitado, o que mostrará uma afinidade de idéias. O eleitor vota no candidato que mais se identifica com a sua realidade e até mesmo com ele, com o que pensa. São formas rápidas de se adquirir confiança, cumplicidade e companheirismo, a afinidade de idéias e o conhecimento da realidade.
O Plano de Governo deve ser apresentado, por completo, em momento oportuno da campanha. Acontece às vezes, de nem ser apresentado, apenas tópicos e resumos. Mas toda candidatura tem de ter um Plano de Governo. Já imaginou se for preciso, em determinado momento da campanha, apresentar um plano e este não existir? Seria possível confeccioná-lo na correria e de última hora? Seria um risco muito grande querer abstrair um componente fundamental da campanha eleitoral como é o Plano de Governo, Proposta de Governo, Plano de Gestão, Plano de Metas, seja lá o nome que queira dar. 

d) – Campanha Eleitoral

Decidido pela candidatura, feito o planejamento, montado uma estrutura mínima, chega o momento de colocar a campanha eleitoral nas ruas, é hora de buscar o voto e vencer as eleições.
Toda uma estrutura, já montada, precisa se dividir em três coordenações básicas: captação de recursos, coordenação da campanha, execução de despesas. Uma assessoria jurídica, contábil e de marketing precisam estar de plantão.
É preciso identificar entre os companheiros e colaboradores, pessoas com perfis certos para as diversas funções. Em cada coordenação, criam-se departamentos, ou atribuí-se funções específicas a determinados companheiros ou auxiliares.

Coordenação de Captação de Recursos: próprios ou não, existem formalidades legais a serem seguidas. Pessoas com livre trânsito no meio empresarial e comercial, urbano e rural, devem compor esta coordenação. É aqui que se arrecada ou viabiliza os recursos suficientes para a campanha em si.

Coordenação de Execução de Despesas: é quem compra tudo, ou autoriza gastos e faz pagamentos. É uma coordenação enxuta, de acesso limitado e deve segurar as rédeas dos gastos de forma a não permitir o seu galope desenfreado. É aqui que se colocam pessoas da mais extrema capacidade e confiança. Essa coordenação deve conter gastos dispensáveis e desnecessários, mas tem de ter o cuidado de não exceder e impedir a execução de alguma ação estratégica e mais importante.

Coordenação Geral da Campanha: é a maior coordenação. Aqui são executadas todas as ações estratégicas de campanha. Existe lotação para todos os perfis de colaboradores, remunerados ou não. Criam-se departamentos diversos, como, mobilização, divulgação, eventos, agenda, e outros. Essa coordenação dá corpo e presença à candidatura, leva tudo do candidato a todos os lugares e a todas as pessoas.

PLANEJAMENTO É ESSENCIAL

Um planejamento eficaz e seu fiel cumprimento são meios certos para uma vitória consagradora no dia da eleição. Cada passo, cada tacada precisa ser minuciosamente estudado, analisado antes de ser executado. Atirada, a flecha não volta. Um estrago evitado é um passo contado. Um erro cometido pode ser vital. Os olhos devem ser direcionados para a própria campanha ao mesmo tempo para o todo, incluindo os adversários, os indecisos e aqueles que ficam alheios à disputa. E, às vezes, como no futebol, após uma rápida análise tática, a melhor defesa pode ser o ataque, ou não, e aí, como na política mesmo, a melhor defesa pode ser a defesa mesmo.